Fevereiro Roxo: Médico esclarece fatos e mitos sobre o Alzheimer

O maior tabu que envolve o Alzheimer é achar que o esquecimento em idoso é normal. A avaliação é do neurologista clínico, Nilson Moura, que ressalta a importância de tratar o assunto e de estimular o tratamento precoce da doença que, infelizmente, não tem cura.

Campanha visa conscientizar a população sobre o Alzheimer, lupus e fibromialgia

“A importância do novembro roxo é lembrar a existência do Alzheimer que é uma doença subnotificada porque as pessoas acham que o esquecimento é normal para a população idosa, e não é! ”, explica o médico que reforça, ainda, que se o esquecimento que vem com as alterações das atividades de vida diária, dependência da sobrevivência do dia a dia, geralmente não é normal.

O especialista alerta para que, em casos de agravamento, a ajuda médica seja procurada de imediato. “Hoje, aproximadamente, 10% da população idosa tem Alzheimer no Brasil, o que significa 3 milhões de habitantes, e a cada ano que passa, após os 65 anos, a incidência do Alzheimer vai aumentando nessa população. Para se ter uma ideia, as pessoas com 85 anos ou mais em torno de 35% a 40% dessa população tem doença de Alzheimer”.

Para Moura, o tratamento precoce ajuda a regredir a progressão. “A doença não estabiliza, não cura, porém, existe uma progressão rápida, a gente aumenta o tempo que a pessoa vai ficar ao nosso lado, lembrando da gente, porque a gente sabe que a cada dia que passa, o esquecimento aumenta, a ponto de a pessoa deixar de lembrar de si mesmo ou das pessoas ao seu redor. O tratamento retarda a doença, quando você tem Alzheimer não tem mais o que fazer a doença vai progredir, ela pode progredir mais lentamente”.

Há mecanismos para evitar o Alzheimer

Como evitar?

Para o médico, existem modos para tentar evitar o Alzheimer, entre elas o exercício físico, de preferência em torno de 3 a 5 vezes por semana; o segundo item é ter uma alimentação rica em frutas, verduras, vegetais. “Alimentação mediterrânea é a mais indicada que é muito rica em ômega 3, e muitas frutas”. Por último, realizar atividades cognitivas, estimulando o cérebro.

“Eu sempre faço uma analogia importante: o cérebro é igual músculo, quanto mais eu estimulo, mais forte ele fica, e como que eu posso estimular? Através de leituras, aprendizados, tudo o que a gente faz e estivermos aprendendo alguma coisa, eu vou estar estimulando a minha cabeça, isso não pode parar”, aconselha o neurologista.

Fevereiro Roxo

Além do Alzheimer, o lúpus e a fibromialgia são que apresentam igualmente crônicas e incuráveis. A Campanha Fevereiro Roxo, que recebe o apoio da Secretaria de Estado de Saúde, tem como objetivo conscientizar a população para que estas doenças sejam identificadas ainda na fase inicial, para que seus sintomas sejam controlados ou retardados, oferecendo melhor qualidade de vida aos pacientes acometidos por estas patologias.

Em Mato Grosso do Sul, o Programa Telessaúde Brasil Redes oferta consultoria com estas temáticas aos profissionais da Rede de Atenção Primária à Saúde que podem sanear quaisquer dúvidas por meio da plataforma via teleconsultorias, telediagnósticos, segundas opiniões formativas e ações de tele-educação que são elaboradas e respondidas por teleconsultores a partir de qualquer Núcleo de Telessaúde Técnico-Científico ou Ponto de Telessaúde.

O programa busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único da Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias da informação, que oferecem condições para promover a Teleassistência e a Teleducação, a fim de agilizar o atendimento aos usuários do SUS.

Clique aqui e saiba mais sobre a campanha e sobre essas doenças.

Ana Brito, Subcom

Foto: USP

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