Atrasos, mudança de horários em treinos e ‘pitacos’ de jogadores: os bastidores da crise interna no Flamengo

Rio – O clima não tem sido dos melhores nos bastidores do Flamengo. Desde a chegada do técnico Rogério Ceni, alguns jogadores têm tentado opinar e fazer mudanças em algumas situações do dia a dia de treinamentos no Ninho do Urubu. A rotina de treinos foi um relato dado por uma fonte para exemplificar o cenário. Certo dia, líderes do elenco, como Diego e Filipe Luís, pediram a Rogério Ceni que mudasse a hora da atividade, que aconteceria no período da tarde para a manhã, com o intuito de participarem de um compromisso pessoal. A mudança não repercutiu bem entre alguns jogadores, como o meia Gerson e jovens atletas do elenco, uma vez que não foi um pedido que partiu de todo grupo.

Os horários dos treinos também não têm sido respeitados. Diferentemente do que acontecia na época de Jorge Jesus, quando se chegou até a criar uma “caixinha de multa”, alguns jogadores vêm chegando ao campo para o início dos trabalhos com atraso de alguns minutos. Até mesmo a contratação de novos profissionais estão tendo “pitacos” dos jogadores. Diego, Filipe Luis e Rodrigo Caio indicaram Rafael Winick, preparador físico que foi contratado recentemente, mesmo sem nunca ter trabalhado em clube de futebol anteriormente. Amigo pessoal dos atletas, ele inclusive passou o Ano Novo com alguns atletas em Angra dos Reis, o que repercutiu internamente e algumas pessoas não gostaram. Já Willian Arão indicou o fisioterapeuta Lanyan. Apesar dos relatos da fonte, a assessoria do volante afirmou que o profissional já estava trabalhando na base do clube e que o camisa 5 não teve qualquer interferência na decisão de subi-lo aos profissionais.

O fato de Rogério Ceni ter diálogo apenas com os líderes da equipe, como Diego, Filipe Luís, Diego Alves, Arão e Rodrigo Caio, também incomoda. Estes atletas, inclusive, são vistos com frequência na sala do treinador, diferentemente dos demais. Nos bastidores, o que se diz é que a “panela 85 ou panela da igreja” é quem está comandando o clube. O meia Diego Ribas faz parte das duas.

Em um dos treinos preparatórios para pegar o Ceará, depois da derrota para o Fluminense, Arão questionou Rogério Ceni e disse que a equipe tinha que treinar bola parada. O treinador não gostou da postura do camisa 5 e disse que ele era o jogador que deveria estar na marcação no lance do primeiro gol Tricolor na derrota da última quarta-feira, por 2 a 1, no Maracanã.

Nos bastidores, o diretor executivo Bruno Spindel vem perdendo cada vez mais força com o elenco. Ele havia prometido a premiação referente aos títulos da Recopa, da Supercopa do Brasil e do Campeonato Carioca para dezembro de 2020, mas não cumpriu o combinado e estipulou um novo prazo para fevereiro. Marcos Braz, que ainda tem voz com os atletas, tenta reverter a situação, mas está isolado. O vice de futebol é o único, que na visão de pessoas do Ninho, tenta fazer algo para melhorar o dia a dia do CT.

SITUAÇÃO DE CENI SERÁ AVALIADA

No início da manhã desta segunda-feira, membros do Conselho de Futebol do Flamengo, como Bruno Spindel e Bap, foram à Gávea e conversaram com o presidente Rodolfo Landim. O desempenho de Rogério Ceni foi discutido e uma demissão do treinador não está descartada. A diretoria analisa o cenário e quem pode assumir o time em uma eventual saída de Ceni. Juan, ex-jogador e ídolo rubro-negro, é um candidato internamente para assumir a equipe e finalizar o Brasileirão 2020.

Algo que não caiu bem foram as alterações de Ceni na derrota para o Ceará. Os dirigentes souberam que muita decisão tomada na partida não havia sido treinado anteriormente, como finalizar o jogo com Vitinho na lateral direita (ala). A semana será cheia para trabalhar e se preparar para o próximo duelo, que será com o Goiás, na segunda-feira que vem. Porém, os dias serão intensos com avaliações constantes e diárias.

 

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