Sem medicamentos e com salários atrasados, Santa Casa restringe atendimentos
Os atendimentos na Santa Casa em Campo Grande estão restritos a casos de urgência e emergência desde a madrugada desta quarta-feira (10). O motivo, segundo o hospital, é a falta de medicamentos e atraso no salário de funcionários em consequência do não recebimento de repasses. Esta não é a primeira crise enfrentada pelo maior hospital de Mato Grosso do Sul.
Em nota, a ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) responsável pela administração do hospital informou que a restrição nos atendimentos é uma medida “necessária”.
“Devido à falta de materiais e medicamentos hospitalares, além de atrasos no pagamento de médicos, fornecedores e terceirizados”, pontuou na nota o presidente da Santa casa Heber Xavier, reforçando esperar a retomada dos atendimentos o mais rápido possível.
Em abril deste ano, médicos já haviam denunciado os atrasos salariais que chegavam a três meses. Na ocasião, tanto o hospital quanto a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) confirmaram problemas com os repasses de verba e relacionaram o problema a pandemia do coronavírus.
O convênio com a Santa Casa é tripartite, ou seja, o hospital recebe recursos do Governo Federal, Governo do Estado e do município. São quase R$ 300 milhões anualmente.
A reportagem tentou novo contato com a Sesau nesta quarta-feira (10) para ter detalhes sobre os atrasos e aguarda resposta.