Pantanal Cap não abre mais neste ano e dono nega lavagem de dinheiro

O Pantanal Cap, maior título de capitalização regional hoje na mira da Justiça, não volta a rodar pelo menos antes do dia 7 de janeiro de 2021. Só após essa data e, dependendo de resposta de novo recurso, os jogos poderão voltar a ser feitos.

A empresa é acusada pelo Ministério Público Estadual e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) por supostamente lavar dinheiro do jogo do bicho de Campo Grande. Jamil Name, o dono da contravenção, está preso em Mossoró (RN), enquanto a Pantanal Cap é liderada pelo filho e deputado estadual Jamilson.

“Temos que esperar o retorno do Judiciário para tentar novas medidas judiciais, já que tivemos pedido de liminar negado”, relata Jamilson. “O que acontece da porta pra fora do Pantanal Cap não posso dizer, mas garanto que é uma empresa séria e sem ligação com o jogo do bicho”.

Não é o que diz o Gaeco, braço forte do Ministério Público. Segundo investigação, “foi apurado que o jogo do bicho e a Pantanal Cap em verdade se utilizam da mesma estrutura, tanto física como de pessoal para a exploração das atividades”. Em suma, resume que as duas são “uma só organização, sendo que a Pantanal Cap também serve para lavar o dinheiro do jogo do bicho”.

Ainda conforme a investigação, com participação também do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), inclusive, as cartelas do Pantanal Cap são vendidas junto com o jogo do bicho nas ‘banquinhas’ da cidade.

O ‘recolhe’ do bicho – movimento de buscar o dinheiro nas bancas e contar – era feito na sede da empresa Pantanal Cap, conforme aponta investigação

 

“São mais de nove mil pontos de venda do Pantanal Cap, eu não tenho controle onde são ou não vendidas as cartelas”, defende o dono, Jamilson. (Topmidia)

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