Informações do Agro 13 de maio

Colheita do arroz se aproxima do final com expectativa de boa produtividade

Federarroz estima um rendimento médio próximo a 8 mil quilos por hectare no Estado, volume acima do esperado pelos arrozeiros

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul está se aproximando do final com a perspectiva de atingir uma boa produtividade. Quase toda a área plantada com o cereal já foi colhida. A produtividade média a ser registrada no Estado deve ficar próxima dos 8 mil quilos por hectare, quantidade superior à prevista, inicialmente, pelo setor orizícola.

De acordo com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, o período reprodutivo da planta que ocorreu nos meses de janeiro e fevereiro foi excepcional. Lembra que houve uma incidência muito grande de luz solar na época, até em função da estiagem registrada. “Corajosamente a Federarroz vem dizendo para o produtor plantar em áreas realmente muito produtivas e ter, na medida do possível, uma rotação de culturas para que consiga aumentar a sua produtividade e obter uma diminuição de custos”, destaca.

Velho salienta também que houve uma reação do mercado em plena colheita do arroz, principalmente devido ao ajuste na área plantada e ao câmbio alto que se manteve em patamares acima de R$ 5,00, trazendo uma paridade mais elevada em relação ao Mercosul. “Devido à baixa rentabilidade do setor, os produtores vêm diminuindo a área semeada no Brasil ano a ano”, afirma, colocando, ainda, que a pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19) acabou precipitando uma alteração de patamar, já prevista pela Federarroz em outubro do ano passado. “Esta reação se deve especialmente a uma conjuntura internacional, quando países tradicionalmente exportadores, como China e Índia, seguraram as suas exportações visando garantir a segurança alimentar da sua população”, observa.

O presidente da Federarroz destaca ainda a mudança de postura do consumidor em função da quarentena. “As pessoas acabaram comprando uma quantidade muito maior de produtos não perecíveis, onde o arroz se inclui, promovendo assim uma demanda muito forte em plena colheita. Com isso, o varejo também se viu obrigado a fazer uma reposição bem maior no período”, conclui Velho.

Fonte: Federarroz

Café: colheita de arábica e robusta avança em todo país

Produtores de café arábica consultados pelo Cepea seguem atentos à colheita da safra 2020/21. As atividades começam a ganhar ritmo no Noroeste do Paraná e na Zona da Mata (MG), mas o volume colhido ainda é baixo.

No restante das regiões, cafeicultores ainda estão concentrados nas catações iniciais, sem volume colhido significativo. Quanto aos preços, avançaram nos últimos dias, impulsionados pelas altas dos futuros da variedade e do dólar. Além disso, muitos produtores seguem retraídos, focados na colheita, cenário que também contribuiu para o avanço das cotações domésticas.

Nessa terça-feira, 12, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 583,78/sc, elevação de 0,06% em relação à terça anterior, 5. Quanto ao robusta, mesmo com os trabalhos de campo da safra 2020/21 de café robusta estarem em bom ritmo no Brasil, os preços registraram alta neste começo de maio. Nessa terça-feira, 12, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 357,12 de 60 kg, avanço de 2,4% frente ao dia 5. Com a colheita avançando no Brasil, produtores consultados pelo Cepea seguem atentos aos impactos da pandemia de coronavírus no campo.

Até o momento, a maior parte dos colaboradores relata que não há problemas na disponibilidade de mão de obra, mas, sim, na adaptação das fazendas e no transporte de funcionários, devido ao maior rigor sanitário e às restrições impostas nos estados. As dificuldades têm sido baixas nas fazendas que contam com maior mecanização, como em São Paulo e no Cerrado Mineiro.

Fonte: Cepea
Algodão: exportações seguem remunerando mais que vendas internas

As exportações brasileiras de algodão seguem firmes e remunerando mais que as vendas no mercado doméstico, de acordo com pesquisas do Cepea. Entretanto, o excedente interno ainda é expressivo e, por isso, o País precisa continuar embarcando volumes ainda mais significativos nos próximos meses. Vale lembrar que, em breve, uma nova safra deve chegar de forma intensa ao mercado, num contexto de baixo ritmo de produção industrial desde março. Com isso, os preços do algodão em pluma estão se descolando dos internacionais.

Nesse cenário, enquanto a paridade de exportação segue relativamente firme, sustentada pelos valores externos e pela taxa de câmbio, as cotações domésticas têm sido pressionadas. Entre 5 e 12 de maio, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou 0,32%, fechando a R$ 2,6066/lp nessa terça-feira, 12. No Brasil, compradores estão retraídos.

Boa parte das indústrias está com a produção paralisada e/ou reduzida, consumindo a matéria-prima estocada. Do lado vendedor, parte está flexível nos preços pedidos neste mês de maio, na tentativa de alguma efetivação de negócios. No entanto, outros agentes se retraíram das vendas, pois acham baixos os valores praticados, ou ainda se mantêm firmes nos pedidos.

Fonte: Cepea

Carne suína: receita com exportação para a China cresceu 225% no quadrimestre

As exportações brasileiras de carne suína in natura e processada para a China cresceram 161% em volume nos primeiros quatro meses do ano, atingindo 131,686 mil toneladas, ante 50,472 mil toneladas do primeiro quadrimestre de 2019, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita com os embarques no período subiu 225%, saindo de US$ 106,129 milhões no primeiro quadrimestre de 2019 para US$ 344,732 milhões de janeiro a abril deste ano. O valor corresponde a 53,3% das exportações totais de carne suína pelo Brasil, que somaram US$ 650,3 milhões entre janeiro e abril de 2020.

No mês de abril, as vendas de carne suína à China totalizaram 34,257 mil toneladas, uma alta de 103% sobre as 16,836 mil toneladas de igual mês de 2019, conforme os dados da ABPA. A receita com esses embarques alcançou US$ 88,880 milhões em abril, aumento de 136% sobre as US$ 37,666 milhões de igual mês de 2019. Com isso, a fatia da China no total das exportações de carne suína pelo Brasil em abril, que foi de US$ 165,2 milhões, ficou em 54,1%, segundo a ABPA.

A demanda da China por carne suína tem sido puxada pela queda na oferta de proteínas naquele país em decorrência da peste suína africana, que reduziu drasticamente o rebanho local. Essa maior procura também tem valorizado o produto na exportação. Em abril deste ano, o preço médio da carne suína ficou em US$ 2.594 por tonelada ante US$ 2.237 por tonelada em igual mês de 2019.

Fonte: Estadão Conteúdo

Exportação de ovos comerciais segue em baixa

As vendas de ovos comerciais para o mercado externo foram novamente baixas no mês de abril, representando quase três quartos de redução em relação ao mesmo período do ano passado.

O volume embarcado alcançou somente 837 mil ovos, equivalendo ao segundo menor volume embarcado desde o início dos levantamentos em 2012. Abaixo dele, somente o verificado em março último.

O volume acumulado no trimestre não chega a 12 milhões de unidades, representando 74% de redução em relação ao mesmo período do ano passado, quase o mesmo índice de redução apontado para os últimos doze meses.

Como o mercado interno segue respondendo bem, a possibilidade de crescimento nos embarques no decorrer de maio corrente parece bem remota.

Fonte: OvoSite

Milho inicia a 4ªfeira absorvendo números do USDA em Chicago

A quarta-feira (13) começa com os preços futuros do milho operando em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 0,18% negativo e 0,22% positivo por volta das 09h14 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à R$ 50,11 com queda de 0,18%, o julho/20 valia R$ 47,00 com alta de 0,21%, o setembro/20 era negociado por R$ 45,40 com ganho de 0,22% e o novembro/20 tinha valor de R$ 47,81 com estabilidade.

Açúcar: preços futuros acompanham alta do petróleo

Os contratos futuros do açúcar fecharam mistos nessa terça-feira (12)

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Açúcar: preços futuros acompanham alta do petróleo

Na ICE Futures, em Nova York, o vencimento para julho/20 foi firmado em 10.25 centavos de dólar por libra-peso, alta de 13 pontos. O lote para outubro/20 fechou em 10.45 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 11 pontos. Os contratos para março/21, maio/21 e julho/21 subiram, respectivamente, 11, 8 e 4 pontos. Os demais recuaram entre 2 e 10 pontos.

Segundo a Reuters, “os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em alta nesta terça-feira, acompanhando a recuperação nos preços do petróleo, que subiram diante de promessas de cortes de produção, embora a desvalorização do real e temores de queda no consumo em meio à pandemia de coronavírus tenham limitado ganhos”.

Em Londres, o açúcar branco comercializado na ICE Europe também fechou positivo em praticamente todos lotes. O vencimento para agosto/20 foi firmado em US$ 344,20 a tonelada, alta de 3,30 dólares. Os contratos para outubro/20 fecharam em US$ 327,40 a tonelada, alta de 1,50 dólar. Os demais lotes valorizaram entre 70 cents e 2 dólares. Apenas os vencimentos para outubro/21 e dezembro/21 caíram 40 cents de dólar cada.

Mercado doméstico

Nessa terça-feira (12), em São Paulo, a saca de 50 kg de açúcar cristal fechou em R$ 74,78, pelo indicador Cepea/Esalq, da USP, com desvalorização de 0,39% quando comparado com o valor da véspera.

Etanol

O indicador diário do etanol hidratado, medido pela Esalq/BM&FBovespa, posto Paulínia, fechou ontem em R$ 1.446,50 o metro cúbico, queda de 1,16% quando comparado ao valor da véspera.

Fonte: Agência UDOP de Notícias

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