Aumentam protestos para derrubar presidente do Paraguai

Aumenta a cada dia a pressão sobre o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, do Partido Colorado. Há um mês o governo de Marito (como o político é conhecido no país vizinho) vem sendo bombardeado por manifestações populares, acusado de ser corrupto e ineficiente na luta contra a pandemia da covid-19.

Citado como bom exemplo no controle do vírus logo após a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarar pandemia, o Paraguai se aproxima do caos devido ao frágil sistema público de saúde e à situação financeira da maioria de suas cidades.

A vacinação contra a doença, que segue a passos lentos no Brasil, está ainda mais atrasada no país que tem pelo menos 500 quilômetros de fronteira seca com Mato Grosso do Sul e forte ligação cultural e econômica com cidades da linha internacional.

Hoje (22), o movimento campesino que desde o mês passado lidera protestos na capital Asunción, anunciou que a mobilização será permanente até a renúncia de Abdo Benítez e do vice-presidente Hugo Velázquez.

Em entrevista coletiva na Praça da Democracia, na capital paraguaia, os quatro líderes da Coordenação Nacional Campesina anunciaram que mais trabalhadores do campo e da periferia das cidades estão sendo mobilizados para reforçar os protestos.

“Este governo é incompetente e corrupto, porque se encarregou de dilapidar os recursos destinados a combater a pandemia e fracassou na negociação de vacinas, gerando grave crise sanitária, social e econômica, que já se demonstra insustentável”, afirma comunicado divulgado pelos manifestantes.

Na quinta-feira (25), as manifestações devem aumentar com a chegada de paraguaios liderados pela Federação Nacional Campesina. “Fora os corruptos e vendedores da pátria. Por terra, saúde, trabalho e soberania” é o lema da mobilização que reúne centenas de pessoas todos os dias nas ruas da capital, mesmo com covid se alastrando.

Mario Abdo Benítez, 48, foi eleito para mandato de cinco anos em 23 de abril de 2018. Nos últimos 20 anos, dois presidentes não terminaram o mandato no Paraguai (Raul Cúbas Grau e Fernando Lugo).

Entretanto, analistas políticos do país vizinho afirmam que a oposição não tem votos suficientes para cassar o mandato de Marito Benítez e a chance dele concluir o mandato em 2023 é grande.

 

fonte: conteúdo ms

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