Secretário reafirma que maioria dos internados é da Capital

Em mais um capítulo da “novela” da divergência entre prefeitura de Campo Grande e governo de Mato Grosso do Sul, o secretário de estado de Saúde, Geraldo Resende, voltou a afirmar que a maioria dos internados com o novo coronavírus na Capital são naturais da cidade.

“Temos uma média de 90% dos internados residentes em Campo Grande, e os demais são da macrorregião, à exceção de uma pessoa de Ponta Porã”, afirmou neste domingo (26).

Esses dados contrariam os divulgados pelo prefeito Marcos Trad (PSD). Também em transmissão ao vivo, ele declarou ontem que boa parte dos internados eram do interior.

A macrorregião de Campo Grande bateu novo recorde e chegou a 96% dos leitos públicos ocupados. Para tratamento clínico, são 67 pessoas internadas, sendo 61% da Capital, já em leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs, dos 85 internados, 72 são campo-grandenses.

Durante transmissão ao vivo na rede social Facebook, o secretário apresentou ainda dados da rede particular, onde dos 70 internados, 69 são Capital, referente aos leitos clínicos. Na UTI, de 67 internados, 61 são de Campo Grande.

A Capital se tornou o epicentro da Covid-19 no início do mês. Dos 13 óbitos registrados em apenas 24 horas, cinco são de Campo Grande. Com 8.427 casos confirmados, o município concentra a maioria dos registros.

OUTRO DISCURSO

Ontem, sábado (26), o prefeito rebateu o governo, que anunciou que 90% das internações na Capital são referentes a campo-grandenses. Para ele, 27% dos leitos de UTI estão ocupados por pacientes do interior.

“A gente tem dito reiteradamente ao governador, que recomendou com o secretário de Saúde o lockdown em Campo Grande, e a gente tem dito, se a gente chegar a uma taxa de ocupação de leitos acima de 90%, nós temos que ter também o lockdown nos outros 34 municípios”, declarou durante live no Facebook.

Para o prefeito, apesar dos dados de baixo isolamento social registrado mesmo com as medidas implementadas pela administração, a população tem cumprido sua parte e descarta tomar essa medida restritiva.

“Lockdown em Campo Grande não, a responsabilidade é da população e ela está sabendo responder. Claro que existem aqueles de desobedecem, mas a mão firme do município tem que ir sobre aqueles que não querem aceitar a regra”, justificou.

 

Fonte : Correio do Estado

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