Paraguai relaxa restrições no pior momento da pandemia

Mesmo sob críticas de médicos e cientistas, o governo do Paraguai reduziu as medidas de restrição adotadas há duas semanas para tentar conter a contaminação pela covid-19. O país que tem pelo menos 500 quilômetros de fronteira seca com Mato Grosso do Sul enfrenta o pior momento da pandemia, com recordes diários de mortes e colapso nos hospitais das principais cidades.

Eventos sociais e venda de bebidas alcoólicas estão liberados de 5h da madrugada até meia-noite. Esportes em grupo de até quatro pessoas e retorno das aulas híbridas ou semipresenciais também estão liberados a partir de hoje.

O decreto presencial, com validade até o dia 12 deste mês, também libera eventos sociais com lotação de até cem pessoas. Encontros residenciais entre familiares e amigos também podem ser feitos, com no máximo 12 pessoas presentes.

Atividades artísticas também estão liberadas com até 75 pessoas todas sentadas e seguindo todos os protocolos de biossegurança e uso obrigatório de máscara. Essa medida inclui eventos religiosos em espaços fechados. Em espaços abertos, o número é de até cem pessoas.

Profissionais de saúde da linha de frente da luta contra a doença criticaram a decisão do presidente Mario Abdo Benítez. Ao contrário do Brasil, onde o STF (Supremo Tribunal Federal) deu poderes também a Estados e municípios para dotarem regras próprias, no Paraguai apenas o governo nacional decide sobre as medidas relacionadas à pandemia.

“Estamos no momento mais crítico, recebendo pacientes por quem não podemos fazer mais nada. Hospitais públicos e privados estão colapsados”, afirmou a médica Yolanda González, diretora do Hospital Nacional de Itauguá.

Em 391 dias de pandemia, 4.399 pessoas morreram em decorrência da covid-19 no Paraguai. Citado como bom exemplo na luta contra a doença em 2020, o país – com sistema de saúde precário se comparado ao SUS brasileiro – vê os números aumentarem todos os dias.

Apesar do expansão do vírus, o Paraguai, com cerca de 7 milhões de habitantes, tem menos mortes que Mato Grosso do Sul, Estado com menos da metade da população do país vizinho. Em MS, até ontem eram 4.481 mortes.

fonte: Conteúdo ms

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