Máscaras serão obrigatórias, porém o produto é caro

O prefeito Marquinhos Trad, informou na manhã desta quinta-feira (16), que no início da próxima semana,  será obrigatório o uso de máscaras dentro de ônibus e de outros transportes que tenham mais de uma pessoa, como carros de carona e táxis, e em locais fechados e públicos.

Marquinhos também citou a obrigatoriedade do uso de máscara em locais como; shoppings; centros comerciais; mercadão e ônibus. “Qualquer local público fechado com pessoas e local público sem estar fechado e com boa ventilação, mas se estiverem outras pessoas é obrigado também”, disse o prefeito durante o comunicado.

O prefeito também revelou a obrigatoriedade do uso da máscara em prédios públicos e prédios que não possuam uma ventilação adequada. Nos demais locais o uso será apenas recomendado. “Existem casos de pacientes assintomáticos que transmitem o vírus através da conversa, ou do espirro, nesses casos o uso da máscara por todos, é uma questão de responsabilidade social”, disse o prefeito.

Porém, com a alta demanda é possível que alguns pontos da capital, não tenham o produto para a distribuição. Conforme exposto por Edson Guzzela, sócio proprietário da Decom, uma distribuidora de medicamentos e materiais na área da saúde, atualmente ficou “inviável” a aquisição de uma máscara.

De acordo  com Guzzela, a empresa que é contratada por meio de licitação, entregando em hospitais, prefeituras e órgãos públicos, atualmente está sem as máscaras. “Não tem para vender, não tem para entregar. Recebemos os materiais através de vários importadores, e de várias marcas, porém hoje, com o preço que eles estão operando no mercado, ficou inviável a aquisição”.

Ele conta que o valor do produto no mercado subiu cerca 3.700% “Uma máscara que a gente pagava R$ 5 reais no pacotinho, estão pedindo atualmente  R$ 188 e não está tendo nem para a distribuidora, porque a fabricação é na China, e até normalizar isso vai demorar”, alegou Edson.

Ele ainda afirma que, com a atual situação de pandemia, todos estão a procura das máscaras, assim como do álcool em gel. “É uma mercadoria que todo mundo está usando, pois a epidemia é mundial, e o mercado não conseguiu suportar a demanda”, finalizou.

Em contato com algumas farmácias de Campo Grande, a realidade não é muito diferente, na Drogaria Freire da Mascarenhas de Moraes,  o atendente João Miguel, alega que a procura na região é bastante, e já tiveram dificuldades em suprir a demanda.  “Chegou a acabar o estoque, as vezes falta uma vez por semana. Ficamos um tempo sem, e agora chegou uma remessa pra gente’, afirmou.

Já o gerente da Farmácia Popular no Aero Rancho, Neto Maciel, afirma não ter problemas com o produto, pelo menos não os que são reutilizáveis. “Não temos as máscaras descartáveis, mas temos as laváveis e de TNT. No início chegou a faltar o produto, mas agora está estabilizando”, falou alegando que a média de preço é R$ 6 por unidade.

No entanto na região mais central da capital, a situação é um pouco diferente. Na avenida Mato Grosso, o atendente da farmácia Pague Menos, José Neri, afirma que estão sem receber as máscaras há algum tempo. “Desde quando começou a crise, a gente não recebeu o estoque de máscaras, mais ou menos há um mês e meio, e o produto é vendido na média de R$ 15,99 a R$ 20 a caixinha com 50 unidades”, declarou o funcionário.

São Paulo

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, adotou uma medida similar a de Marquinhos Trad, e divulgou hoje a instauração do decreto que obriga o uso de máscaras aos cidadãos que forem às ruas da cidade, principalmente as que são fabricadas de forma caseira. “Usar máscaras caseiras também é uma atitude cidadã de respeito ao próximo, é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. É  uma estratégia que todos os países asiáticos adotaram, e contribui para diminuir a disseminação do vírus”, alegou.

De acordo com Bruno Covas, o objetivo é proteger a população, e evitar que involuntariamente, os pacientes assintomáticos, que não demonstram que estão infectados, possam transmitir o vírus para outras pessoas.

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