Família Feudais - TRIBUNA DO PANTANAL

Família Feudais

Há alguns meses escrevi um texto falando do processo evolutivo/populacional
de nossa Campo Grande, a época ressaltei a importância da instalação de colônias
estrangeiras para o progresso cultural e econômico de nossa cidade, porém deixei de lado
(propositalmente) outros fatores que de certa forma inibiu um maior progresso e/ou
regrediu o desenvolvimento de nossa cidade. É claro que na época não era momento de
se tratar o assunto, primeiro que o referido texto era para o enaltecimento de nossa cidade,
depois que o tópico não ficaria harmônico com a festividade trazido pelo artigo.
Contudo, acredito ser de extrema relevância tratar do assunto nesse momento,
uma vez que a ideia apresentada no texto refere-se à construções políticas por famílias
que se tradicionaram dentro cenário municipal e até estadual, mas que quase nada
agregaram à nossa cidade, muito pelo contrário, ao que tudo indica, estaríamos em
melhores condições (ou não) caso essas famílias não tivessem ascendido ao poder.
O problema não está exclusivamente na tradição familiar de se elevar à política,
mesmo por que não há nada de errado nisso é totalmente constitucional. O problema é
que estão se criando oligarquias protecionistas, aí os interesses da população estão se
deixando de lado em favor de interesses pessoais ou familiares, isso sim é um problema
que grandes prejuízos têm trazido a nossa querida cidade morena e a população em geral.
O que deve ficar evidente é que as famílias oligárquicas (perdão pela
redundância) nem sempre são consanguíneas, muitas vezes são pessoas (políticos,
empresários e outros) que de forma obscura, se aliançam para um protecionismo que
normalmente tem relação com atividades ilícitas. E no geral o resultado disso é um assalto
aos cofres públicos mas sem que haja um criminoso, o crime acontece, mas sem alguém
para responder por ele, e quando há, normalmente não chega a responder efetivamente,
pois recebe o protecionismo da oligarquia, que podem atuar em todos os poderes de nossa
república, inclusive na imprensa.
Esse texto é uma forma de apelo para nosso leitor que também é um eleitor,
levem a sério seu voto, execute-o de forma consciente, não entregue a qualquer candidato,
procure motivos justificado com boas práticas, não por conta de um sobrenome e tão
pouco por um determinado apadrinhamento. Pois acredito que todo aquele que se eleva a
um cargo político apadrinhado por alguém, em algum momento irá retribuir a benessedesse apadrinhamento e normalmente o molho sai muito mais caro do que o peixe, pois
como já dizia Milton Fridman “ Não existe almoço grátis”.
Busque candidatos que não estão comprando pessoas, mas sim conquistando
confiança, que não estão usando frases subjetivas do tipo: “irei trabalhar pela educação,
saúde, cultura etc.” Cobre dele trabalho efetivo, se ele quer ser candidato, o que ele
realmente fez pela nossa cidade? Não importa o que ele diz que quer fazer, nesse
momento é importante o que ele efetivamente fez. Por que querer, todo mundo quer, mas
fazer, aí já são poucos. E se o candidato tiver mandato e você não sabe nada que ele tenha
feito de concreto, pule fora, pois se nem ele é capaz de mostrar seu trabalho realizado (se
é que realizou) tendo mandato, como fará em uma reeleição.
Tenho observado nos últimos 15 anos que nossa política municipal e estadual
está loteada, e seus latifundiários não estão nem um pouco preocupados com a população,
suas preocupações é garatir que seus ilícitos não sejam descobertos e caso forem, que
sejam abafados e se de alguma forma esse abafamento não for possível, que receba a
leniência do poder judiciário, que segundo minhas pesquisas, são bastante complacentes
com todo ilícito político.
É claro que nosso Ministério Público não pode receber essa pecha de aliviador
de bandido, trouxe esse tópico para lembrar nosso leitor de outro fato extremamente
importante. Se o MP é leniênte, ele faz embasado na lei, e quem vota as leis? Isso mesmo
meu amigo, nossos legisladores ou seja nossos políticos, de forma grosseira digo que
deixamos os ratos cuidando o queijo, e eles são incubidos de criar as leis que irá definir a
distribuição do queijo.
Quem já leu a revolução dos bichos de George Orwell? Ele trata de uma visão
diferenciada do revolucionismo e seus efeitos pós revolução, pois se cair um ditador,
outro se levanta no lugar, e normalmente é mais cruel ainda pois esse quer manter o poder
a qualquer custo, mas não é com esse tópico que pretendo finalizar meu texto, quero
relembra que colocando o porco para gerir a fazenda e os outros animais, além do fato
dele ser improdutivo, ainda se sentiu digno e merecedor das primícias da fazenda e do
trabalho dos outros animais. Então pergunte a sí mesmo, o que seu candidato fez para que
tenha o direito de receber seu voto? Quais são as suas ações que lhe tornaram digno do
cargo que ele quer concorrer, se você como um cidadão comum for capaz de executar asmesmas coisas saiba, ele não merece seu voto. O seu candidato deve ser mais produtivo
e autruísta que você !!!
*IRWING FERREIRA*

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