Deputado Luiz Ovando diz que assume risco de ser expulso do PSL

O deputado federal Luiz Ovando (PSL-MS) confirmou que votará em Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara dos Deputados, contrariando a orientação de seu partido, que fechou acordo em torno do nome de Baleia Rossi (MDB-SP). Ele disse ao Correio do Estado que assume o risco de ser expulso da legenda.

O PSL anunciou que caso os parlamentares não obedeçam a orientação do partido, correrão o risco de abertura de processo de expulsão.

No entanto, nos bastidores, já se fala em “expulsão consensual”, movimento que poderá abrir brechas jurídicas para que a sigla possa não requerer o mandato dos parlamentares excluídos.

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Segundo o deputado Ovando, juridicamente, essa medida de exclusão sob consenso não existe, e ele foi orientado pelo seu corpo jurídico a não assinar nenhum documento que tenha em seu teor esse tipo de “acordo”.

“Não existe esse tipo de situação na Justiça Eleitoral. A expulsão é algo que é conduzido pela Comissão de Ética do partido e deve obedecer o estatuto dele. Caso contrário, é uma medida autoritária”, disse.

“Esses deputados listados pelo partido como dissidentes não participaram de nenhuma reunião para fechar questão de apoio ao preferido da legenda na disputa da Câmara dos Deputados. Portanto, a decisão foi monocrática da direção do partido. Eu estou tranquilo na minha decisão”, continuou.

IMAGEM ARRANHADA

Em relação à possível expulsão, o deputado avaliou que esse tipo de medida não é boa para a imagem política de um parlamentar, no entanto, ele disse que não pode votar em um candidato que tem o apoio do PT, partido que contrapõe as pautas que defende.

“Como já havia dito, o petismo destruiu nosso País e estou na política para combatê-lo. As pautas que ele defende contrapõem-se às minhas, que é defender a família tradicional, bem como a religião e o conservadorismo”, afirmou.

“Além disso, o acordo que o PT fez com o Baleia tem como base uma possível apreciação de um processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, mas eu pertenço à base aliada dele no Congresso Nacional. Apesar de ficar com a pecha de ‘fruto podre’ pela exclusão de um partido, eu prefiro correr esse risco”, explicou.

No Senado, porém, a situação é diferente. O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que enfrentará Simone Tebet (MDB-MS) na disputa pela presidência da Casa, conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e da bancada do PT.

ALIANÇA

Luiz Ovando é um dos parlamentares que estão encabeçando a nova frente para criação do Aliança pelo Brasil, sigla anunciada no fim de 2019 e que falhou na primeira tentativa de conseguir afiliações suficientes para se viabilizar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e participar das eleições municipais de 2020.

Com base nessa nova frente, o parlamentar avalia que, caso aconteça a saída do PSL, ele terá duas opções: a formação do Aliança ou a filiação em outra agremiação política.

“Se a expulsão acontecer, eu avaliarei se confirmamos a empreitada do novo partido ou se me filio a outro que defenda as minhas bandeiras. Porém, esse movimento ainda não está claro na minha cabeça, pois ele será avaliado após a eleição para a presidência da Câmara”, analisou.

EXPULSÃO CONSENSUAL  

O Partido Social Liberal (PSL) estava sendo pressionado pelos deputados da base de apoio ao presidente Bolsonaro que ainda pertence ao partido a aceitar uma “expulsão consensual”.

Segundo o portal de notícias Diário do Poder, essa “modalidade” de expulsão daria aos deputados a liberdade de se filiarem a outros partidos, “sem o risco de serem atingidos pela Lei da Infidelidade Partidária, com perda de mandato”.

O presidente do partido, Luciano Bivar (PSL-PE), chegou a declarar que “o PSL só quer paz e defender seus princípios originais”.

Porém, com a recusa dos deputados, Bivar realizou na terça-feira uma reunião que visava retaliar alguns deputados, após eles manifestarem apoio à candidatura de Arthur Lira (PP) para a presidência da Câmara.

A manifestação ocorreu por parte de 32 deputados que assinaram uma lista de apoio a Lira, e a coordenação para elaboração do documento foi do deputado Major Vitor Hugo.

Já na reunião, a Executiva Nacional do partido decidiu levar os nomes de 20 deputados da sigla para o Conselho de Ética interno, o que pode resultar em uma expulsão coletiva.

 

 

fonte: correio do estado

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