Como beneficiar a saúde mental com a dieta/ Formas de uma alimentação saudável com Silvana Valcanaia

Ao longo da última década, vem crescendo o número de pesquisas associando nutrição e transtornos mentais. Isso significa que a comunidade médica está começando a reconhecer o quão potente pode ser a conexão entre dieta e saúde emocional.

Para citar alguns exemplos, estudos recentes descobriram uma diminuição na ansiedade para as pessoas que tomam probióticos, uma ligação entre padrões alimentares e depressão, e uma maior prevalência de diagnósticos e sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção em crianças que consomem grandes quantidades de açúcar, fast food e refrigerantes.

Os especialistas concordam que diversidade e moderação são fundamentais quando se trata da relação entre alimentação e cuidado com o organismo como um todo. O mesmo vale para uma vida ativa, ou seja, para a prática regular de atividade física. Mas quando se fala em saúde mental, particularmente, vale ter atenção e apostar em nutrientes específicos. Ainda mais se você tem um histórico de qualquer transtorno de humor como depressão, ansiedade, tensão pré-menstrual ou transtorno bipolar.

Pesquisas têm evidenciado a importância de uma alimentação saudável, rica em nutrientes, para que todos os processos químicos que acontecem no cérebro sejam adequados, protegendo, evitando e até servindo como aliados no tratamento de doenças mentais, como a depressão ou esquizofrenia.

Fibras alimentares – podem aumentar a capacidade de atenção e diminuir a sensibilidade ao estresse. Você pode encontrar fibras alimentares nos seguintes alimentos:

  • Frutas;
  • Leguminosas;
  • Hortaliças;
  • Cereais integrais.

Flavonóides – têm função antioxidante e anti-inflamatória, ajudando a inibir o estresse. Estudos sugerem que esse nutriente tem bons resultados quando aliados ao tratamento da esquizofrenia e depressão. Invista em:

  • Frutas;
  • Verduras;
  • Cereais.

Omega 3 – baixos níveis de ômega 3 podem estar ligados à depressão, esquizofrenia e demências. Boas fontes são:

  • Peixes (salmão, atum, cavala, sardinha)
  • Nozes, sementes (linhaça, chia) e na apresentação de Cápsulas;

Vitaminas do complexo B – carnes magras em geral, ovos, frutos do mar, vegetais folhas verdes, legumes, grãos integrais e Cápsulas;

Selênio –  Bacalhau, castanha do Brasil, nozes e Cápsulas;

Triptofano –  Carne de peru (não o embutido!), banana, ovos, folhas verde-escuras, cereais integrais, leite, semente de abóbora e Cápsulas.

Cúrcuma – Possui ação antioxidante, que auxilia na prevenção de doenças neuro-degenerativas, como Alzheimer e Parkinson;

Sucos de uva, cranberry, amora e açaí – Frutas fontes de antocianina,  fitoquímico antioxidante, que combate os radicais livres, responsáveis por causar danos às células;

Mel – Estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável por causar prazer e bem-estar.

E um alerta especial: fique sempre de olho nos níveis de vitamina D para corrigir quaisquer deficiências nutricionais subjacentes. A carência desse nutriente está associada à depressão e a outros transtornos de humor.

Cuide também para consumir boas quantidades de vitamina C, que ajuda na formação de neurotransmissores.  Alimentação é cuidado, mas não tratamento, por mais forte que seja a ligação entre alimentação e saúde mental, apenas mudar os ingredientes das suas refeições pode não ser o suficiente para prevenir ou mesmo tratar problemas dessa natureza.

Tanto que os próprios pesquisadores alertam: a dieta pode ser usada como adjuvante de uma terapia específica, nunca como tratamento exclusivo. Nunca deixe de seguir a recomendação médica, inclusive no que se refere à prevenção. Cuide-se bem!!!!

 

Fonte imagem: caldobom.com.br /

Fontes do texto: careplusmais.com.br / vilamulher.com.br

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *